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60 anos do golpe de 1964 | Entrevista com Edson Luis de Almeida Teles||60 years since the 1964 coup in Brazil | Interview with Edson Luis de Almeida Teles
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Metadados
Descrição
Edson Luis de Almeida Teles, a professor of Political Philosophy at the Federal University of São Paulo and a human rights activist, reflects on the 60th anniversary of the 1964 coup, highlighting three contested narratives about the dictatorial period. First, the idea that the coup was carried out solely by the military is reassessed, recognizing the alliance of diverse forces, including oligarchies and US interests. Second, the systematic repression was not limited to the left, affecting indigenous people, black people, and other marginalized groups. Finally, the transition to democracy was not a total rupture, as authoritarian elements persist in Brazilian society. Teles criticizes the dismantling of transitional justice initiatives after 2016, especially under the Bolsonaro government, and emphasizes the need for policies of memory and truth that guarantee justice and reparations. He notes that the militarization of current politics, although different from the dictatorship, reflects traces of authoritarian logic, resulting in the criminalization of poverty and the perpetuation of state violence. The analysis denounces the continuity of oppressive practices and calls for a critical understanding of the past to strengthen democracy in the present.||Edson Luis de Almeida Teles, professor de Filosofia Política na Universidade Federal de São Paulo e ativista dos direitos humanos, reflete sobre os 60 anos do golpe de 1964, destacando três narrativas contestadas sobre o período ditatorial. Primeiro, a ideia de que o golpe foi executado somente por militares é reavaliada, reconhecendo a aliança de diversas forças, incluindo oligarquias e interesses dos EUA. Em segundo lugar, a repressão sistemática não se limitou à esquerda, atingindo indígenas, negros, e outros grupos marginalizados. Por fim, a transição para a democracia não foi uma ruptura total, pois elementos autoritários persistem na sociedade brasileira. Teles critica o desmantelamento das iniciativas de Justiça de Transição após 2016, especialmente sob o governo Bolsonaro, e enfatiza a necessidade de políticas de memória e verdade que garantam justiça e reparação. Ele observa que a militarização da política atual, embora diferente da ditadura, reflete traços da lógica autoritária, resultando na criminalização da pobreza e na perpetuação da violência estatal. A análise denuncia a continuidade de práticas de opressão e apela por um entendimento crítico do passado para fortalecer a democracia no presente.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
de Almeida Teles, Edson Luis
Data
31 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://www.e-publicacoes.uerj.br/maracanan/article/view/88922 | 10.12957/revmar.2024.88922
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Revista Maracanan | https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
Fonte
Revista Maracanan; n. 37 (2024): Imágenes, testimonios y archivos: la representación cinematográfica de genocidios, masacres y dictaduras; 47-52 | 2359-0092 | 1807-989X
Assuntos
Entrevista
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | Artigo de professor convidado