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60 anos do golpe de 1964 | Entrevista com Fernando Perlatto Bom Jardim||60 years since the 1964 coup in Brazil| Interview with Fernando Perlatto Bom Jardim
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Metadados
Descrição
Fernando Petlatto Bom Jardim, a professor at the Federal University of Juiz de Fora, discusses the importance of reevaluating the 1964 coup and the period of dictatorship in Brazil. He highlights a growth in research on the subject, driven by the establishment of the National Truth Commission in 2012 and the strengthening of far-right groups. Petlatto identifies six "interpretative turns" in current research: 1) a "temporal turn" that contextualizes 1964 in a long history of authoritarianism in Brazil; 2) a "chronological turn" that questions milestones of the dictatorship; 3) a "civil turn" that examines the participation of civil society in the coup; 4) a "daily turn" that investigates the experience of ordinary people under the dictatorship; 5) the "resistance turn," which values struggles beyond armed resistance; and 6) the "geographic turn," which decenters the study of the period in relation to large urban centers. Regarding Transitional Justice, Petlatto criticizes its limited implementation and the need for a “paradigm of presence” that recognizes progress despite the restrictions imposed by the Amnesty Law. He notes authoritarian continuities in Brazilian society, emphasizing the importance of vigilance and strengthening memory and justice policies to avoid democratic setbacks.||Fernando Petlatto Bom Jardim, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora, discute a importância de reavaliar o golpe de 1964 e o período da ditadura no Brasil. Ele destaca um crescimento nas pesquisas sobre o assunto, impulsionado pela instalação da Comissão Nacional da Verdade em 2012 e o fortalecimento de grupos de extrema-direita. Petlatto identifica seis "giros interpretativos" nas pesquisas atuais: 1) um "giro temporal" que contextualiza 1964 em uma longa história de autoritarismo no Brasil; 2) um "giro cronológico" que questiona marcos da ditadura; 3) um "giro civil" que examina a participação da sociedade civil no golpe; 4) um "giro cotidiano" que investiga a experiência das pessoas comuns sob a ditadura; 5) o "giro das resistências," que valoriza as lutas além da resistência armada; e 6) o "giro geográfico," que descentra o estudo do período em relação aos grandes centros urbanos. Sobre a Justiça de Transição, Petlatto critica sua implementação limitada e a necessidade de um "paradigma da presença" que reconheça os avanços, apesar das restrições impostas pela Lei da Anistia. Ele observa continuidades autoritárias na sociedade brasileira, enfatizando a importância da vigilância e do fortalecimento das políticas de memória e justiça para evitar retrocessos democráticos.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Perlatto Bom Jardim, Fernando
Data
31 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://www.e-publicacoes.uerj.br/maracanan/article/view/88923 | 10.12957/revmar.2024.88923
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Fernando Perlatto Bom Jardim | https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
Fonte
Revista Maracanan; n. 37 (2024): Imágenes, testimonios y archivos: la representación cinematográfica de genocidios, masacres y dictaduras; 53-59 | 2359-0092 | 1807-989X
Assuntos
Entrevista | Fernando Perlatto Bom Jardim | Ditadura Civil-Militar Brasileira | Interview | Fernando Perlatto Bom Jardim | Brazilian Civil-Military Dictatorship
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | Artigo de professor convidado