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A cinematografia de “A Casa”: presença, atmosfera e Stimmung||THE CINEMATOGRAPHY OF A CASA: PRESENCE, ATMOSPHERE, AND STIMMUNG
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Metadados
Descrição
Este artigo aprofunda a análise da fotografia em A Casa (La Casa Muda, Gustavo Hernández, 2010) ao relacionar sua estética de terror psicológico com os conceitos de presença, atmosfera e Stimmung, desenvolvidos por Hans Ulrich Gumbrecht (2010; 2014). Partindo do princípio de que o cinema atua como meio de experiência sensorial imanente, argumenta-se que a fotografia do filme transcende a dimensão narrativa para compor um campo de presença capaz de tornar o medo quase tangível. A escolha pelo plano-sequência contínuo intensifica a imersão sensorial, pois a ausência de cortes direciona o foco para a duração real dos acontecimentos e para a corporalidade da protagonista. O jogo de luz e sombra, associado a uma iluminação pontual (lanternas e espaços escuros), reforça a sensação de clausura e vulnerabilidade, convertendo a casa em um “corpo atmosférico” que envolve tanto personagem quanto espectador. Assim, ao privilegiar a materialidade da imagem e dos sons sobre a lógica interpretativa, A Casa exemplifica como a linguagem cinematográfica pode encarnar o horror, alinhando-se às reflexões de Gumbrecht sobre a força sensível da arte.||This article delves into the cinematography of A Casa (La Casa Muda, Gustavo Hernández, 2010) by examining its psychological horror aesthetic through the lens of Hans Ulrich Gumbrecht’s concepts of presence, atmosphere, and Stimmung (2010; 2014). Starting from the idea that cinema operates as a medium for immanent sensory experience, the argument is that the film’s photography goes beyond mere storytelling to construct a field of presence that renders fear almost tangible. The continuous long take intensifies this sensory immersion, as the absence of cuts shifts emphasis to real-time duration and the protagonist’s embodied experience. Meanwhile, the interplay of light and shadow—often limited to lantern beams and enveloping darkness—amplifies the sense of confinement and vulnerability, turning the house into an “atmospheric body” that envelops both character and viewer. By privileging the materiality of image and sound over interpretative logic, A Casa exemplifies Gumbrecht’s views on art’s capacity to produce a striking, corporeal impact.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Souza dos Santos Júnior, Paulo
Data
1 de julho de 2025
Formato
Identificador
https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/10288 | 10.33871/19805071.2025.32.1.10288
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2025 Revista Científica/FAP
Fonte
Revista Científica/FAP; Vol. 32 No. 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 211-230 | Revista Científica/FAP; v. 32 n. 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 211-230 | Revista Científica/FAP; Vol. 32 Núm. 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 211-230 | Revista Científica/FAP; Vol. 32 No 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 211-230 | 1980-5071
Assuntos
Cinematografia | presença | cinema uruguaio | stimmung | gumbrecht | cinematography | presence | uruguaian cinema | stimmung | gumbrecht
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion