Descrição
Este artigo apresenta as práticas de composição como estratégias centrais para fomentar processos criativos mais plurais e diversos nas artes cênicas. A partir dos referenciais teóricos de Van Kerkhoven, Kuppers, Fagundes, Eugênio & Fiadeiro, Bogart & Landau e Sermon & Chapuis, definimos e analisamos essas duas noções em articulação com o processo criativo do coletivo artístico Bureau de l’APA, sediado em Quebec, com base em entrevistas e observações — participantes e não participantes. Ao integrar teoria e prática, o artigo evidencia como a composição favorece a abertura, a escuta e a flexibilidade, configurando processos criativos como um territórios de multiplicidade — habitado por artistas inventivos, bricoleurs, que operam entre fronteiras e disciplinas.