Descrição
Falar sobre cor é, antes de tudo, falar sobre tempo. Este artigo aborda aspectos referenciais sobre a cor na pré-história, onde os pigmentos extraídos da natureza já serviam para dar forma ao mundo visível. Ao longo dos séculos, esse percurso se transforma e chega à modernidade, com exemplos como a obra Irises, de Vincent van Gogh. O artigo também levanta questões sobre o processo de percepção cromática, tendo o projeto Faces of Auschwitz, de Marina Amaral, como objeto de estudo. Além disso, estabelece-se uma aproximação entre cor e forma em algumas fotografias da série Pinturas e platibandas, da fotógrafa brasileira Anna Mariani, e aborda aspectos da arte geométrica e suas possíveis interlocuções com a memória e o tempo, por meio de obras de Kazimir Malevich, Alfredo Volpi, Frank Stella e Agnes Martin.||This article seeks to analyze the chromatic aspects of color in photography and painting, with two specific focuses: the place of color and the moment of color. The first part analyzes color not only as a chemical and physical construction but as belonging to a place, a space, which implies memory. The second part explores color in photography. To do this, the article examines various contexts through works by modern and contemporary artists, in which geometric art is observed as a language. In view of this, this article proposes a deepening of the study of the memory of color and form, relating to photography and painting as temporal media.