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Anything that means: the protagonism of language in the novel Ecologia, by Joana Bértholo||Qualquer coisa que signifique: o protagonismo da linguagem no romance Ecologia, de Joana Bértholo
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Metadados
Descrição
This work proposes a reading of the novel Ecologia, by Joana Bértholo, exploring the creative use of the most diverse intersemiotic experiments – QR codes, emojis, works of art, photographs, computer operational simulations, etc. –, which in the narrative instance in question seem to want to give language a tone of substantial protagonism, with a view to building a reflective dystopia. To this end, we will discuss these and other themes in the light of Byung-Chul Han (2015), Giovana Madalosso (2022), Italo Calvino (1990) and Michel Foucault (1996), examining the visionary character of this young author, who problematized in her book, among other topics, the advancement of a nasty anti-democratic atmosphere today, as well as the danger of the “anthropocene”, a concept metaphorized in the plot through the “logic of echoes”, highlighting a growing and hegemonic power of megacorporations, with their destructive impacts generated/amplified by social media and Fake News, for example. Against the current of all this, literature would still resist as one of the last territories in which cognition and freedom would be productively protected.||O presente trabalho propõe uma leitura do romance Ecologia, de Joana Bértholo, explorando a criativa utilização de experimentações intersemióticas das mais diversas – QR codes, emojis, obras de arte, fotografias, simulações operacionais de computador, etc. –, que na instância narrativa em questão parecem querer atribuir à linguagem um tom de substancial protagonismo, com vistas à construção de uma reflexiva distopia. Para tanto, discutiremos essas e outras temáticas à luz de Byung-Chul Han (2015), Giovana Madalosso (2022), Italo Calvino (1990) e Michel Foucault (1996), examinando o caráter visionário dessa jovem autora, que problematizou em seu livro, dentre outros tópicos, o avanço de uma torpe atmosfera antidemocrática na atualidade, bem como o perigo do “antropoceno”, conceito metaforizado na trama por intermédio da “lógica dos ecos”, a evidenciar um crescente e hegemônico poder das megacorporações, com seus destrutivos impactos gerados/ampliados pelas mídias sociais e as Fake News, por exemplo. Na contracorrente disso tudo, a literatura ainda resistiria como um dos últimos territórios em que a cognição e a liberdade producentemente se resguardariam.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Ramos, André Carneiro
Data
5 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.fclar.unesp.br/itinerarios/article/view/19611 | 10.58943/irl.v1i59.19611
Idioma
Direitos autorais
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Fonte
ITINERÁRIOS – Revue de Littérature; n. 59 v. 2 (2024): Confluences et Sentiers Littéraires : Perspectives et Dialogues dans les Littératures de Langue Portugaise | ITINERÁRIOS – Revista de Literatura; n. 59 v. 2 (2024): Confluências e sendas literárias: perspectivas e diálogos nas literaturas de Língua Portuguesa | 0103-815X | 10.58943/irl.v2i59
Assuntos
Joana Bértholo | Contemporary Portuguese novel | Generation of the newest | Intersemiotics | Anthropocene | Joana Bértholo Romance | português contemporâneo | Geração dos novíssimos | Intersemiótica | Antropoceno
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion