Descrição
RESUMO
O artigo passa em revista a curta experiência dos Centros Populares de Cultura (CPCs), de dezembro de 1961 a março de 1964, interrompida pelo Golpe Civil-militar (1964-1985). Antes, contextualiza e apresenta rapidamente o seu antecessor, o Teatro de Arena, de onde saem seus criadores. A pergunta norteadora é o que as experiências desenvolvidas pelos artistas do CPC ainda têm a nos dizer no século XXI, sobretudo para aqueles com preocupações classistas. Conclui-se que, no mínimo, precisamos aprender com nosso passado, mantendo a memória acesa, já que esta é sempre um elemento de disputa, e que o trabalho desenvolvido naquele período é importante para entendermos e realizarmos a disputa simbólica hoje, não como uma repetição sem críticas, mas como uma continuidade da luta de classes.