Descrição
Inspiradas pela ideia de confluências proposta por Ailton Krenak, fazemos uso da cartografia de Deleuze e Guattari como mirada metodológica, para fins de expressar o que vem sendo percebido, como resistência cultural, política, prática educativa e estética de vida de um grupo de mulheres que atua em uma cozinha coletiva. A Cocina de Tomaltepec é composta por mulheres que residem cerca da cidade de Oaxaca México e pertence à comunidade de Santo Domingo de Tomaltepec. Ao nos dispormos a observar uma realidade de modo não linear, para tanto, não só distinguimos a cartografia como metodologia que se propõe a acompanhar processos existenciais, como também localizamos a comunidade, uma minoria sociopolítica na qual o trabalho de campo foi realizado como ponto de partida desta pesquisa. Desse modo, ramificamos esse espaço comunitário problematizando-o como um lugar de estratégia de resistência de uma cultura e de um gênero, como um lugar de reciprocidade, de alteridade e produção de estéticas de vida, com a intenção de aproximá-lo da luta descolonial cotidiana e, assim, remover o pedestal que o Ocidente construiu para a Arte com A maiúsculo ao separá-la de nossa experiência comum.