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Coloniality in the Arts: neutrality, power, and legitimacy in dispute: neutralidade, poder e legitimidade em disputa||Colonialidade nas Artes: neutralidade, poder e legitimidade em disputa
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Metadados
Descrição
This article explores how the notions of coloniality, neutrality, and legitimation are present in current disputes within the arts and cultural studies. The main objective is to investigate how colonial heritage influences the hierarchy of artistic languages and how the neutralization of dominant languages, along with the stigmatization of counter-hegemonic expressions, operates as a political strategy of cultural domination. It also examines the impact of these disputes on the construction of knowledge, focusing on the dance field, highlighting how dominant expressions are presented as universal, while non-hegemonic ones are often devalued, being labeled as "folkloric," "identitarian," or "complementary." The methodology involves a literature review of post-colonial theories and critical cultural studies, complemented by practical examples that illustrate these dynamics. The article advocates for a critical revision of concepts such as neutrality and legitimacy, proposing ameafricanity (Gonzales, 2020) as a political-cultural category to confront the colonial structure in the arts and offer a reformulation of knowledge, considering the cultural specificities of the Latin American territory and regarding them as fundamental for cultural and artistic formation in Brazil.||Este artigo explora como as noções de colonialidade, neutralidade e legitimação estão presentes nas disputas atuais dentro das artes e dos estudos culturais. O objetivo principal é investigar como a herança colonial influencia a hierarquização das linguagens artísticas e como a neutralização das linguagens dominantes, junto à estigmatização das expressões contra-hegemônicas, opera como estratégia política de dominação cultural. Examina-se também o impacto dessas disputas na construção do conhecimento, com foco no campo da dança, evidenciando como as expressões dominantes são apresentadas como universais, enquanto as não hegemônicas são muitas vezes desvalorizadas, sendo rotuladas como "folclóricas", "identitárias" ou "complementares". A metodologia envolve revisão bibliográfica de teorias pós-coloniais e estudos culturais críticos, complementada por exemplos práticos que ilustram essas dinâmicas. O artigo defende a revisão crítica de conceitos como neutralidade e legitimidade, propondo a amefricanidade (Gonzales, 2020) como uma categoria político-cultural para enfrentar a estrutura colonial nas artes e oferecer uma reformulação do conhecimento, considerando as especificidades culturais do território latino-americano e tendo-as como fundamentais para a formação cultural e artística no Brasil.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Coutinho Rezende, Ana Beatriz
Data
31 de dezembro de 2025
Formato
Idioma
Editor
Direitos autorais
Copyright (c) 2025 Ana Beatriz Coutinho Rezende
Fonte
Rebento; v. 1 n. 21 (2025): Heranças e Resistências Anti-coloniais: propostas e percalços em torno do ensino e da pesquisa em e com as artes | 2764-2062 | 2178-1206
Assuntos
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | artigo avaliado pelos pares