Descrição
Starting from the premise that every image is part of a visual culture that precedes it, this article seeks to discuss the possibility of an analytical method for film that considers its images as participants in a broader universe of images, in continuity with the visual arts. Such a possibility emerges from theoretical elaborations such as the notion of "montage" (Didi-Huberman, 2012) and from analytical devices such as “filmic constellations” (Souto, 2020) and “image crossing” (Samain, 2012). The article also reflects on the potentialities of the comparative approach, as well as its possible fragilities, particularly regarding issues related to the illusion of movement, the duration of the filmic image, and the framing.||Partindo do pressuposto de que toda imagem faz parte de uma cultura visual que a precede, o artigo busca debater a possibilidade de elaboração de um método analítico para o cinema que pense suas imagens como participantes de um universo imagético mais amplo, em contiguidade com o das artes visuais. Tal possibilidade se torna possível a partir de elaborações teóricas como a de “montagem” (Didi-Huberman 2012) e de dispositivos analíticos como as “constelações fílmicas” (Souto, 2020) e o “cruzamento de imagens” (Samain, 2012). O artigo reflete, ainda, sobre as potencialidades da investida comparatista, bem como suas possíveis fragilidades, concentradas nos problemas da ilusão de movimento da imagem, da sua duração, e do enquadramento.