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Corpos negros no cinema de Glauber Rocha: imagens de resistência e insurgência no enfrentamento à necropolítica
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Metadados
Descrição
José Elenito Teixeira Morais’s thesis — “Corpos negros no cinema de Glauber Rocha” — investigates the representation of black bodies in Glauber Rocha’s cinema, with emphasis on Barravento (1962) and A Idade da Terra (1980). The central problem aimed to uncover how Glauber articulates a critical visual discourse, elevating these bodies from objects of exclusion to symbols of strength and cultural resistance at the core of the country’s socioeconomic contradictions. The research is based on Achille Mbembe’s theory of necropolitics, demonstrating how Glauber exposes the historical subjugation of black bodies to state and economic control, and how he reconfigures them as insurgent subjects. A crucial finding is the thematic and aesthetic evolution in Glauber’s work. Whereas in Barravento blackness was seen as a challenge to oppression, in A Idade da Terra the discussion expands to a universal dimension against imperialism. An “exegetical turn” is observed, where the sacred — initially criticized as the “opium of the masses” — is incorporated as a pillar of the revolution. The study contributes by filling a gap in the criticism regarding the representation of blackness in A Idade da Terra. It highlights the importance of deepening the discussion on theoretical decolonization, seeking a more authentic and autonomous perspective in the representation of black bodies.||A tese de José Elenito Teixeira Morais — “Corpos negros no cinema de Glauber Rocha” — investiga a representação dos corpos negros no cinema de Glauber Rocha, com ênfase em Barravento (1962) e A Idade da Terra (1980). A problemática central buscou desvendar como Glauber articula um discurso visual crítico, elevando esses corpos de objetos de exclusão a símbolos de força e resistência cultural no cerne das contradições socioeconômicas do país. A pesquisa fundamenta-se na teoria da necropolítica de Achille Mbembe, demonstrando como Glauber expõe a sujeição histórica dos corpos negros ao controle estatal e econômico, e como os reconfigura em sujeitos insurgentes. Uma constatação crucial é a evolução temática e estética na obra glauberiana. Se em Barravento a negritude era vista como contestação à opressão, em A Idade da Terra a discussão se expande para uma dimensão universal contra o imperialismo. Observa-se uma "virada exegética", onde o sagrado — inicialmente criticado como "ópio das massas" — é incorporado como pilar da revolução. O estudo contribui ao preencher uma lacuna na crítica sobre a representação da negritude em A Idade da Terra. Projeta-se a importância de aprofundar a discussão sobre a descolonização teórica, buscando uma perspectiva mais autêntica e autônoma na representação dos corpos negros.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Espíndola, Matheus
Data
17 de dezembro de 2025
Formato
Identificador
https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/10872 | 10.33871/19805071.2025.33.2.10872
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2025 Revista Científica/FAP
Fonte
Revista Científica/FAP; Vol. 33 No. 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 445-452 | Revista Científica/FAP; v. 33 n. 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 445-452 | Revista Científica/FAP; Vol. 33 Núm. 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 445-452 | Revista Científica/FAP; Vol. 33 No 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 445-452 | 1980-5071
Assuntos
Glauber Rocha | necropolitics | cinema | resistance | black bodies | Glauber Rocha | necropolítica | cinema | resistência | corpos negros
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion