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Cosmopolitism and lived space in Baiôa sem data para morrer by Rui Couceiro||Cosmopolitismo e espaço habitado em Baiôa sem data para morrer, de Rui Couceiro
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Metadados
Descrição
In Romance Português Contemporâneo, Miguel Real, a writer and essayist, argues that contemporary Portuguese fiction “tornou-se cosmopolita, eminentemente urbano, dirigido a um leitor global, explorando temas de caráter universal, centrado em espaços geográficos exteriores à realidade nacional” (REAL, 2012, p. 11). In this sense, contemporary Portuguese prose seeks to move away from the characteristics that marked its literature in the first half of the 20th century, with regional, rural novels that aimed to sketch the identity of the Portuguese subject. That said, this work aims to identify traces of cosmopolitism in the novel Baiôa sem data para morrer, published in 2022 by Rui Couceiro, as the novel narrates the life of the residents of the village Gorda-e-Feia in Alentejo, particularly Joaquim Baiôa, who is tasked with rebuilding the village’s houses. With an elderly population, the inhabitants of Gorda-e-Feia live in a state of melancholy and await death. Thus, this study seeks to find elements in the narrative that frame the novel as cosmopolitan, given that the book’s premise does not present this universal character. Furthermore, it aims to analyze the melancholic tone present in the work, as this melancholy is fostered by the delay and social relations that are established among the main characters.||N’O Romance Português Contemporâneo Miguel Real, escritor e ensaísta, defende a ideia de que o romance contemporâneo português “tornou-se cosmopolita, eminentemente urbano, dirigido a um leitor global, explorando temas de caráter universal, centrado em espaços geográficos exteriores à realidade nacional” (Real, 2012, p. 11). Nesse sentido, a prosa contemporânea portuguesa tenta fugir dos traços que marcaram sua literatura na primeira metade do século XX, com romances regionais, rurais e que buscavam esboçar a identidade do sujeito português. Dito isto, este trabalho tem como objetivo encontrar no romance Baiôa sem data para morrer, lançado em 2022 por Rui Couceiro, traços do cosmopolitismo, uma vez que o romance narra a vida dos moradores do vilarejo Gorda-e-Feia, no Alentejo, especialmente a de Joaquim Baiôa que tem a missão de reconstruir as casas do vilarejo. Com uma população idosa, os moradores de Gorda-e-Feia vivem num estado de melancolia e à espera da morte. Sendo assim, este trabalho busca encontrar na narrativa elementos que enquadram o romance como cosmopolita, já que a premissa do livro não apresenta esse caráter universal. Além disso, pretende-se analisar o tom melancólico presente na obra, sendo essa melancolia promovida pelo atraso e pelas relações sociais que se configuram entre as personagens principais.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Paulo, Renan Henrique Messias de
Data
5 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.fclar.unesp.br/itinerarios/article/view/19592 | 10.58943/irl.v1i59.19592
Idioma
Direitos autorais
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Fonte
ITINERÁRIOS – Revue de Littérature; n. 59 v. 2 (2024): Confluences et Sentiers Littéraires : Perspectives et Dialogues dans les Littératures de Langue Portugaise | ITINERÁRIOS – Revista de Literatura; n. 59 v. 2 (2024): Confluências e sendas literárias: perspectivas e diálogos nas literaturas de Língua Portuguesa | 0103-815X | 10.58943/irl.v2i59
Assuntos
Contemporary Portuguese Novel | Cosmopolitism | Baiôa sem data para morrer | Rui Couceiro | Melancholy | Romance Português Contemporâneo | Cosmopolitismo | Baiôa sem data para morrer | Rui Couceiro | Melancolia
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion