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DA GÊNESE À INSTITUCIONALIZAÇÃO DO COLETIVISMO ARTÍSTICO BRASILEIRO: UM ESTUDO DA EXPOSIÇÃO ZONA DE POESIA ÁRIDA
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Metadados
Descrição
O presente artigo inicialmente remonta à primeira década dos anos 2000, para discutir a gênese do coletivismo artístico e ativista no Brasil, enquanto forma de coletividade distinta dos grupos. Neste bojo, sublinhamos os modos pelos quais estes coletivos exercem uma relação crítica com as instituições de arte. Em seguida, abordamos a maneira como a exposição Zona de Poesia Árida, realizada em 2015 no Museu de Arte do Rio, reencena uma série de querelas em torno do processo de institucionalização e historicização destes coletivos nos circuitos de arte contemporânea. Partindo dos subsídios teóricos de Cristina Freire, Lucy Lippard, Jacques Rancière e Peter Bürger, explicitamos de que forma as discussões que ganham corpo nesta exposição partem de uma relação simplista entre arte e práxis vital, em que a eficácia política depende de uma saída dos espaços da arte. Por fim, propomos a institucionalidade crítica como modo de manter, em tensionamento, certo campo de contaminações entre arte, não-arte, ativismo e política.||This article initially traces back to the early 2000s to discuss the genesis of artistic and activist collectivism in Brazil as a distinct form of collectivity from groups. Within this context, we underline the ways in which these collectives maintain a critical relationship with art institutions. We then address how "Zona de Poesia Árida" exhibition, held in 2015 at Museu de Arte do Rio, reenacts a series of debates around the process of institutionalization and historicization of these collectives in contemporary art circuits. Drawing on theoretical contributions from Cristina Freire, Lucy Lippard, Jacques Rancière, and Peter Bürger, we explain how the discussions that emerge in this exhibition stem from a simplistic relationship between art and vital praxis, where political efficacy depends on exiting art spaces. Finally, we propose critical institutionality as a way to maintain a certain field of contaminations between art, non-art, activism, and politics in tension.||Este artículo remonta inicialmente a la primera década de los años 2000 para discutir la génesis del colectivismo artístico y activista en Brasil como una forma de colectividad distinta de los grupos. En este contexto, destacamos las formas en que estos colectivos mantienen una relación crítica con las instituciones de arte. Luego abordamos cómo la exposición "Zona de Poesia Árida", realizada en 2015 en el Museo de Arte de Río, reinterpreta una serie de debates en torno al proceso de institucionalización e historicización de estos colectivos en los circuitos de arte contemporáneo. Basándonos en las contribuciones teóricas de Cristina Freire, Lucy Lippard, Jacques Rancière y Peter Bürger, explicamos cómo las discusiones que surgen en esta exposición parten de una relación simplista entre arte y praxis vital, donde la eficacia política depende de salir de los espacios artísticos. Finalmente, proponemos la institucionalidad crítica como una forma de mantener cierto campo de contaminaciones entre arte, no arte, activismo y política en tensión.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Eboli Nogueira, Pedro Caetano
Data
22 de outubro de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.unespar.edu.br/sensorium/article/view/9006 | 10.33871/sensorium.2024.11.9006
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Art&Sensorium | http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Fonte
International Interdisciplinary Journal of Visual Arts - Art&Sensorium; Vol. 11 (2024): Art&Sensorium; 1-28 | Art&Sensorium; v. 11 (2024): Art&Sensorium; 1-28 | Revista Internacional Interdisciplinaria de Artes Visuales - Art&Sensorium; Vol. 11 (2024): Art&Sensorium; 1-28 | 2358-0437
Assuntos
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion