Descrição
In this research article we will trace a literary analysis of the moments when memory is a source of strength for resistance for the characters when totalitarian regimes try their best to erase it. The analysis of The handmaid’s tale and Vox is based on feminist literary criticism, as well as historical and dystopian studies, showing how memory is an essential narrative tool, both to introduce the reader to the present and contrast it to the past, and to portray protagonists’ feelings. In effect, we bring a new perspective to studies on dystopias, by relating Atwood’s pioneering work to Dalcher’s recent one.||Neste artigo, traçaremos uma análise literária da memória como força de resistência quando regimes totalitários tentam ao máximo apagá-la. As análises de O conto da aia (2017) e de Vox (2018a) contarão com o apoio da crítica literária feminista, de estudos históricos e distópicos, demonstrando como a memória é ferramenta narrativa essencial, para situar o leitor no presente e contrastá-lo com o passado, quanto para evidenciar sentimentos das protagonistas. Ao visualizar o passado por meio da rememoração, as narradoras-protagonistas conseguem acreditar, mesmo que por pouco tempo, que é possível escapar dos sofrimentos a que são submetidas e proteger suas filhas de destinos semelhantes. A memória, construída socialmente, depende de uma perspectiva ideológica e sociocultural. Nas narrativas distópicas, onde direitos são reduzidos e a população é controlada, memória e história são manipuladas. Trazemos uma nova perspectiva para os estudos sobre distopias, ao relacionarmos a obra pioneira de Atwood ao recente trabalho de Dalcher.