-
E o modernismo chegou Pelo telefone?
- Voltar
Metadados
Descrição
ABSTRACT
The 1922 Modern Art Week raised remarkable developments to artistic activities in Brazil that resulted in profound transformations that meant a definitive break with certain aesthetic standards of the 19th century. On the other hand, its organization counted on the active participation of members from São Paulo coffee elite, ideologically identified with racist theses and capitalist practices of social groups that had supported the monarchy. For these people, the idea of modernization was limited to things that allowed them to display their accumulated wealth, and which concerned the defense of their economic and political interests to preserve the current order and the improvement of exclusionary practices. However, in Rio de Janeiro, black people assumed a prominent role in a form of artistic expression that was quickly consolidating, music, and in particular samba, while they conquered spaces in two sectors that were among the most important technological advances of the time, the recording industry and radio broadcasting. The present study develops from this parallelism with the objective of claiming the recognition of black people who became artists by resorting to a means of expression practically created by them, of great popular acceptance and which, from the perspective of the proposed approach, constitutes in one of the faces of Brazilian modernism. For this purpose, some moments are highlighted in which the concept of modern was debated in Brazil and reference is made to studies by researchers of Brazilian popular music history, Ricardo Cravo Albin, Jairo Severiano and José Ramos Tinhorão, among others.
Keywords: samba and history; black culture and history; samba and resistance.||A Semana de Arte Moderna de 1922 provocou desdobramentos que foram marcantes para as atividades artísticas no Brasil, porque resultaram em transformações profundas que significaram a ruptura definitiva com certos ´padrões estéticos do século XIX. Por outro lado, sua organização contou com a participação ativa de membros da elite cafeeira paulista, ideologicamente identificada com teses racistas e com as práticas capitalistas de grupos sociais que haviam sustentado a monarquia. Para essas pessoas, a ideia de modernização se limitava àquilo que lhes permitia ostentar a riqueza acumulada e que dizia respeito à defesa de seus interesses econômicos e políticos a fim de assegurasse a preservação da ordem vigente e o aperfeiçoamento de práticas excludentes. Em contrapartida, no Rio de Janeiro, negros assumiam papel de destaque em uma forma de expressão artística que se consolidava rapidamente, a música, e em particular o samba, ao mesmo tempo que conquistavam espaços em dois setores que estavam entre os mais importantes avanços tecnológicos da época, a indústria fonográfica e a radiodifusão. O presente estudo se desenvolve a partir desse paralelismo com o objetivo de reivindicar o reconhecimento dos negros que se tornaram artistas por recorrerem a um meio de expressão praticamente criado por eles, de grande aceitação popular e que sob a perspectiva de abordagem proposta, se constitui em uma das faces do modernismo brasileiro. Para tanto, são destacados alguns momentos em que o conceito de moderno foi debatido no Brasil e toma-se por referência estudos de pesquisadores da história da música popular brasileira, Ricardo Cravo Albin, Jairo Severiano e José Ramos Tinhorão, entre outros.
Palavras chave: samba e história; cultura negra e história; samba e resistência.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Alves dos Santos, Paulo Roberto
Data
30 de julho de 2024
Formato
Identificador
http://periodicos.uefs.br/index.php/leguaEmeia/article/view/10572 | 10.13102/lm.v15i1.10572
Idioma
Editor
Direitos autorais
Fonte
Revista Légua e Meia; v. 15 n. 1 (2024): Corpo, resistência e insubmissão na literatura portuguesa dos séculos XX e XXI | 2177-0344 | 1676-5095
Assuntos
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion