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“EFFIGY THAT BURNS”: : A HISTORICAL ANALYSIS OF JOÃO SUASSUNA IN THE LIFE AND WORK OF ARIANO SUASSUNA||“EFÍGIE QUE QUEIMA” : : UMA ANÁLISE HISTÓRICA DE JOÃO SUASSUNA NA VIDA E OBRA DE ARIANO SUASSUNA
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Metadados
Descrição
This article aims to understand how the tragic death of João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna became a historical and traumatic event responsible for shaping the behavior, practices, defenses and experiences of Ariano Vilar Suassuna, a prominent playwright from the state of Paraíba, Brazil. João Suassuna, the former governor of Paraíba, was assassinated on October 9, 1930, as a result of the turbulent period of fighting within the oligarchy that ran the state, during the armed movement called Revolução de 30. Viewed by his son as a politician dedicated to advocating for the "forgotten sertanejos", João Suassuna left a lasting legacy that profoundly influenced Ariano's intellectual development, including his passion for classical literature and his unwavering defense of popular and traditional culture. João Suassuna's death continued to resonate throughout Ariano's literary career, often recalled in a painful and nostalgic way in many of his works and speeches. Drawing on authors such as Jeanne Marie Gagnebin (2006), Eduardo Dimitrov (2011), Ana Maria César (2020), and relying on the documentary corpus made up of interviews, speeches from the Brazilian Academy of Letters and journalistic sources, the study demonstrates how the playwright from Taperoá becomes marked by his father's murder, transforming and re-signifying the traumatic experience into a historical commitment to defending cultural traditions.||O presente artigo pretende entender como a morte trágica de João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna se configurou como um acontecimento histórico e traumático responsável por moldar os comportamentos, as práticas, as defesas e vivências do paraibano Ariano Vilar Suassuna. João Suassuna, ex-governador da Paraíba, foi assassinado no dia 09 de outubro de 1930, em função do conturbado período de brigas no interior da oligarquia que comandava o Estado, durante o movimento armado chamado Revolução de 1930. Tendo visto no pai um político que viera ao mundo para “olhar os sertanejos esquecidos”, Ariano Suassuna herdaria do progenitor aspectos decisivos para a sua formação intelectual, como o gosto pela leitura dos clássicos, além da defesa assídua da cultura popular e tradicional. A morte de João Suassuna ainda irá definir muito da trajetória literária de Ariano, sendo rememorada de forma dolorosa e saudosa em grande parte de suas obras e discursos. Amparado em autores como Jeanne Marie Gagnebin (2006), Eduardo Dimitrov (2011) e Ana Maria César (2020); e contando com o “corpus documental” composto por entrevistas, discursos da Academia Brasileira de Letras (ABL) e fontes jornalísticas, o estudo tenta mostrar como o dramaturgo de Taperoá se torna marcado pelo assassinato do pai, transformando e ressignificando a experiência traumática ao demarcar historicamente uma defesa ferrenha pelas tradições.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Alves da Silva, Willians | Castelo Branco Brito , Fábio Leonardo
Data
30 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/69231 | 10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n1.69231
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Willians Alves da Silva, Dr. Fábio Leonardo | https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
Fonte
Revista Graphos; v. 26 n. 1 (2024): Museu de Tudo 3: Tema Livre; 191-211 | 2763-9355 | 1516-1536
Assuntos
History. Literature. Ariano Suassuna. João Suassuna. Murder. | História. Literatura. Ariano Suassuna. João Suassuna. Assassinato.
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion