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Entre Tarsila do Amaral, Rosana Paulino y Sidney Amaral: Cuestiones raciales y memoria en la exposición Tiempos Fracturados del Mac-Usp||Between Tarsila do Amaral, Rosana Paulino and Sidney Amaral: racial issues and memory in the Tempos Fraturados exhibition at MAC-USP||Entre Tarsila do Amaral, Rosana Paulino e Sidney Amaral: questões raciais e memória na exposição Tempos Fraturado do MAC-USP
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Metadados
Descrição
This article focuses on five works from the new long-term exhibition at MAC-USP, Tempos Fraturados, exploring how an established collection can be reinterpreted to propose new social, artistic, racial, and political readings from the same pieces. The artworks are: A Negra by Tarsila do Amaral, Assentamento 2 and 3 by Rosana Paulino, and Meu coração brasileiro and Canto para Ogum by Sidney Amaral. We will base our study on exhibition research that views them as multifaceted constructed discourses, broadening the possible meanings of the displayed works. We start with Ulpiano de Menezes' text Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico, examining the potential of museum exhibitions as privileged places for critical readings of the world, rather than mere repositories of artifacts. Moreover, considering it is an art museum, its collection has greater value than just documentation, as the works create their meanings with the viewer, as Umberto Eco asserts in Obra Aberta. Another text used in analyzing the exhibition is Passados presentes: mídia, política, amnésia by Andreas Huyssen, highlighting memory as a fixation of the contemporary world. The author suggests a paradigm shift in recent years: the “emergence of memory as one of the central cultural and political concerns of Western societies,” characterizing a “return to the past,” which necessarily involves decolonial discourses that challenge the modernity visions of the 19th and 20th centuries and early modernism.||Este artigo foca 5 obras da nova exposição de longa-duração do MAC-USP, Tempos Fraturados, observando como um acervo já formado pôde ser retrabalhado propondo novas leituras de caráter social/artístico/racial e político a partir das mesmas obras. São elas: A Negra, de Tarsila do Amaral, Assentamento 2 e 3, de Rosana Paulino e Meu coração brasileiro e Canto para Ogum, de Sidney Amaral. Basear-nos-emos nos estudos sobre exposições que as leem como discursos construídos de forma multifacetada, ampliando as significações possíveis das obras expostas. Partiremos do texto de Ulpiano de Menezes Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico, observando a potencialidade da exposição museal como um lugar privilegiado para a leitura crítica do mundo, não um repositório de artefatos. Ademais, tratando-se de um museu de arte, seu acervo tem um valor maior que o documental, já que as obras perfazem seu significado junto ao receptor, conforme assevera Umberto Eco em Obra Aberta. Outro texto utilizado na leitura da exposição é Passados presentes: mídia, política, amnésia, de Andreas Huyssen, que destaca a memória como fixação do mundo contemporâneo. O autor parte da premissa de que houve uma mudança de paradigma nos anos recentes: a “emergência da memória como uma das preocupações culturais e políticas centrais das sociedades ocidentais”, caracterizando uma “volta ao passado”, o que perpassa necessariamente os discursos decoloniais que contrariam visões da modernidade dos séculos XIX e XX e do primeiro modernismo.||Este artículo se centra en cinco obras de la nueva exposición de larga duración del MAC-USP, Tempos Fraturados, observando cómo una colección ya establecida pudo ser retrabajada proponiendo nuevas lecturas de carácter social, artístico, racial y político a partir de las mismas obras. Estas son: A Negra, de Tarsila do Amaral; Assentamento 2 y 3, de Rosana Paulino; y Meu coração brasileiro y Canto para Ogum, de Sidney Amaral. Nos basaremos en los estudios sobre exposiciones que las leen como discursos construidos de forma multifacética, ampliando los significados posibles de las obras expuestas. Partiremos del texto de Ulpiano de Menezes Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico, observando la potencialidad de la exposición museal como un lugar privilegiado para la lectura crítica del mundo, no un mero repositorio de artefactos. Además, tratándose de un museo de arte, su colección tiene un valor mayor que el documental, ya que las obras conforman su significado junto al receptor, como afirma Umberto Eco en Obra Aberta. Otro texto utilizado en la lectura de la exposición es Passados presentes: mídia, política, amnésia, de Andreas Huyssen, que destaca la memoria como una fijación del mundo contemporáneo. El autor parte de la premisa de que ha habido un cambio de paradigma en los años recientes: la “emergencia de la memoria como una de las preocupaciones culturales y políticas centrales de las sociedades occidentales”, caracterizando un “retorno al pasado”, lo que necesariamente atraviesa los discursos decoloniales que contrarían visiones de la modernidad de los siglos XIX y XX y del primer modernismo.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Rodrigues, Rodrigo Vicente
Data
27 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/7825 | 10.29327/210932.12.2-6
Idioma
Editor
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Rodrigo Vicente Rodrigues | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
Fonte
Muiraquitã: Revista de Letras e Humanidades; v. 12 n. 2 (2024): Dossiê Museus Universitários: perspectivas empíricas, linguagens e humanidades | 2525-5924 | 1807-1856
Assuntos
MAC-USP. Memory. Museum exhibitions. Racial issues in art. | MAC-USP. Memória. Exposições Museais. Questões Raciais na arte.
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion