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Impactos conceituais do Movimento decolonial nas artes contemporâneas de Belo Horizonte – MG
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Metadados
Descrição
O presente artigo objetiva discutir possíveis impactos do giro decolonial nas artes contemporâneas no Brasil e como esse tema vem sendo abordado no Sistema das artes da capital mineira. O giro decolonial, de forma resumida, pode ser definido como um movimento teórico-epistemológico que tem por mote central discutir a continuidade dos processos coloniais nas mentalidades das culturas outrora colonizadas. Sendo assim, o giro decolonial problematiza a continuidade do pensamento eurocêntrico no cotidiano das relações das nações subalternizadas por meio de vários mecanismos de dominação durante os processos colonizatórios. A pesquisa que deu origem a este artigo teve por intuito estabelecer uma investigação sobre a produção de arte contemporânea no Brasil e na capital mineira com vistas a indagar a seguinte hipótese: denúncias de comportamentos estruturantes da nossa sociedade, tais como o eurocentrismo, o machismo, o racismo, o sexismo e o elitismo são temas onipresentes nas produções artísticas, nas galerias, residências e premiações no mundo artístico atual? Essa interrogação pode ser respondida de forma afirmativa. Para respondermos tal questão, além de fazer uma revisão bibliográfica minuciosa sobre esse tema, pesquisando catálogos de exposições dos últimos anos, galerias, editais de residências como o Bolsa Pampulha, bem como os próprios artistas e seus discursos acerca de seus trabalhos. Nesse sentido, verificamos a presença de conceitos e ideias de pensadores que se identificam com esse movimento, tais como lugar de fala, vulnerabilidade, espaços de poder, privilégio, micropolíticas, nos textos expográficos, nos discursos dos e das artistas, mas também em seus trabalhos plásticos. Em suma, com base no autor José Jorge de Carvalho (2018), referência importante acerca da decolonialidade, interpreto esse movimento de crítica dos e das artistas acerca dos espaços de arte, e a consequente abertura desses locais a trabalhos que abordam os processos de descolonização das artes, como parte de uma “segunda onda de ações afirmativas” que vem transformando nossa sociedade.||This article aims to discuss possible impacts of the decolonial turn on contemporary arts in Brazil and how this theme has been addressed in the Arts System of the capital of Minas Gerais. The decolonial turn, in short, can be defined as a theoretical-epistemological movement whose central motto is to discuss the continuity of colonial processes in the mentalities of formerly colonized cultures. Thus, the decolonial turn problematizes the continuity of Eurocentric thinking in the daily relations of subaltern nations through various mechanisms of domination during colonization processes. The research that gave rise to this article aimed to establish an investigation into the production of contemporary art in Brazil and in the capital of Minas Gerais, with a view to investigating the following hypothesis: denunciations of structuring behaviors in our society, such as Eurocentrism, machismo, Are racism, sexism and elitism omnipresent themes in artistic productions, galleries, residencies and awards in the current artistic world? This question can be answered in the affirmative. In order to answer this question, in addition to carrying out a thorough bibliographical review on this topic, we are researching exhibition catalogs from recent years, galleries, public notices for residencies such as Bolsa Pampulha, as well as the artists themselves and their speeches about their work. In this sense, we are verifying the presence of concepts from thinkers who identify with this movement, such as a place of speech, vulnerability, spaces of power, privilege, micropolitics, in the presentation texts of the respective works, in the discourses of the artists, but also in his plastic works. In short, based on the author José Jorge de Carvalho (2018), an important reference on decoloniality, I interpret this critical movement by artists about art spaces, and the consequent opening of these places to works that address decolonization processes of the arts, as part of a second wave of affirmative action that has been transforming our society.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Amaro, Rodrigo
Data
1 de julho de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/8064 | 10.33871/19805071.2024.30.1.8064
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Revista Científica/FAP
Fonte
Revista Científica/FAP; Vol. 30 No. 1 (2024): History and Imagination in the Arts; 483-502 | Revista Científica/FAP; v. 30 n. 1 (2024): História e Imaginação nas Artes; 483-502 | Revista Científica/FAP; Vol. 30 Núm. 1 (2024): Historia e Imaginación en las Artes; 483-502 | Revista Científica/FAP; Vol. 30 No 1 (2024): Histoire et Imagination das les Arts; 483-502 | 1980-5071
Assuntos
decolonial | Arte | Arte contemporânea | subalternidade | micropolítica Belo Horizonte
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion