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INFLUENCE OF NEOCONSERVATISM AND FAMILISM ON THE DYNAMICS AND PERCEPTIONS OF DIVORCE IN CONTEMPORARY BRAZILIAN SOCIETY||INFLUENCIA DEL NEOCONSERVATISMO Y DEL FAMILISMO EN LA DINÁMICA Y PERCEPCIONES DEL DIVORCIO EN LA SOCIEDAD BRASILEÑA CONTEMPORÁNEA||INFLUÊNCIA DO NEOCONSERVADORISMO E DO FAMILISMO NAS DINÂMICAS E PERCEPÇÕES DO DIVÓRCIO NA SOCIEDADE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
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Metadados
Descrição
This article aims to examine the influence of neoconservatism and familism on the dynamics and perceptions of divorce in contemporary society, with a focus on Brazil. Based on a critical analysis of the historical and socioeconomic evolution of the family, it is highlighted how Brazilian social policy has been shaped by the guidelines of the Welfare State, adapted to a dependent capitalism. The study reveals that, from the 1990s onwards, with the decline of the provider state and the rise of neoliberal policies, the family began to occupy a central role in social policies, being considered the basis of capitalist society. However, this emphasis relieves the State of its role in guaranteeing universal social rights, exacerbating social inequality and the fragility of family relationships. Finally, it presents an analysis of how familism, promoted by neoconservatism, reinforces the idealization of the patriarchal-monogamous family and stigmatizes divorce, creating a tension between the valorization of the family unit and the contemporary realities of marital relations. It is concluded that this conservative perspective perpetuates gender inequalities and hinders the search for more inclusive and adaptable solutions to the needs of modern families, highlighting the importance of public policies that recognize and support the diversity of family arrangements in contemporary society.
||Este artículo tiene como objetivo examinar la influencia del neoconservadurismo y el familismo en la dinámica y las percepciones del divorcio en la sociedad contemporánea, con un enfoque en Brasil. A partir de un análisis crítico de la evolución histórica y socioeconómica de la familia, se destaca cómo la política social brasileña ha sido configurada por las directrices del Estado de Bienestar, adaptado a un capitalismo dependiente. El estudio revela que, a partir de la década de 1990, con el declive del Estado proveedor y el auge de las políticas neoliberales, la familia pasó a ocupar un papel central en las políticas sociales, siendo considerada la base de la sociedad capitalista. Sin embargo, este énfasis libera al Estado de su papel de garantizar los derechos sociales universales, exacerbando la desigualdad social y la fragilidad de las relaciones familiares. Finalmente, presenta un análisis de cómo el familismo, promovido por el neoconservadurismo, refuerza la idealización de la familia patriarcal-monógama y estigmatiza el divorcio, creando una tensión entre la valorización de la unidad familiar y las realidades contemporáneas de las relaciones matrimoniales. Se concluye que esta perspectiva conservadora perpetúa las desigualdades de género y obstaculiza la búsqueda de soluciones más inclusivas y adaptables a las necesidades de las familias modernas, resaltando la importancia de políticas públicas que reconozcan y apoyen la diversidad de arreglos familiares en la sociedad contemporánea.||O presente artigo tem como objetivo examinar a influência do neoconservadorismo e do familismo sobre as dinâmicas e percepções do divórcio na sociedade contemporânea, com foco no Brasil. A partir de uma análise crítica da evolução histórica e socioeconômica da família, destaca-se como a política social brasileira tem sido moldada pelas diretrizes do Welfare State, adaptadas a um capitalismo dependente. O estudo revela que, a partir dos anos 1990, com o declínio do Estado provedor e a ascensão das políticas neoliberais, a família passou a ocupar um papel central nas políticas sociais, sendo considerada a base da sociedade capitalista. No entanto, essa ênfase desresponsabiliza o Estado de seu papel na garantia dos direitos sociais universais, exacerbando a desigualdade social e a fragilidade das relações familiares. Por fim, traça uma análise de como o familismo, promovido pelo neoconservadorismo, reforça a idealização da família patriarcal-monogâmica e estigmatiza o divórcio, criando uma tensão entre a valorização da unidade familiar e as realidades contemporâneas das relações conjugais. Conclui-se que essa perspectiva conservadora perpetua as desigualdades de gênero e dificulta a busca por soluções mais inclusivas e adaptáveis às necessidades das famílias modernas, destacando a importância de políticas públicas que reconheçam e apoiem a diversidade dos arranjos familiares na sociedade contemporânea.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Portes Silva Raposo, Kátia Roberta | Saraiva de Loreto, Maria das Dores
Data
21 de novembro de 2024
Formato
Identificador
https://periodicos.set.edu.br/humanas/article/view/12440 | 10.17564/2316-3801.2024v12n2p563-576
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Interfaces Científicas - Humanas e Sociais
Fonte
Interfaces Científicas - Humanas e Sociais; v. 12 n. 2 (2024): Fluxo Contínuo; 563-576 | 2316-3801 | 2316-3348 | 10.17564/2316-3801.2024v12n2
Assuntos
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion