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Jardim das indagações: diálogos e experimentações pedagógicas e artísticas contracoloniais
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Metadados
Descrição
Este artigo apresenta uma experiência pedagógica desenvolvida como prática artística contracolonial, articulando deslocamentos sensíveis, errâncias e intervenções em espaços do campus universitário e do centro de Ilhéus. A proposta envolveu caminhadas, observações, registros fotográficos e produção de diários de campo, conduzindo à criação do Jardim das Indagações — uma intervenção artística coletiva com lambe-lambes, estênceis e textos poéticos que inscreveram no espaço marcas de presença e escuta. A experiência foi atravessada por reações públicas adversas, o que evidenciou as disputas em torno da arte, do corpo e da ocupação dos territórios urbanos. O percurso pedagógico é atravessado pelas concepções de Milton Santos, especialmente sua definição de território como quadro da existência, e de Antônio Bispo dos Santos, cuja proposta contracolonial inspira a ação como forma de alimentar os nomes e a alegria, recusando a tristeza imposta pela colonialidade. O texto assume o caráter de travessia inacabada, errante, que afirma a arte como gesto de resistência, pensamento e pertencimento. Ao propor a escuta da cidade e a ativação do sensível como caminhos formativos, a experiência tensiona a lógica do controle, abrindo frestas para imaginar outros modos de ensinar, aprender e habitar o mundo.||This article presents a pedagogical experience developed as a counter-colonial artistic practice, articulating sensitive displacements, errancies, and interventions in spaces of the university campus and the center of Ilhéus. The proposal involved walks, observations, photographic records, and the production of field journals, leading to the creation of the Garden of Inquiries — a collective artistic intervention using wheatpasted posters, stencils, and poetic texts that inscribed marks of presence and listening in the space. The experience was met with public backlash, revealing the disputes surrounding art, bodies, and the occupation of urban territories. The pedagogical journey is informed by the concepts of Milton Santos, particularly his definition of territory as the framework of existence, and Antônio Bispo dos Santos, whose counter-colonial proposal inspires action as a way of feeding names and joy, rejecting the sadness imposed by coloniality. The text embraces the character of an unfinished, errant crossing, affirming art as a gesture of resistance, thought, and belonging. By proposing the listening to the city and the activation of the sensitive as formative paths, the experience challenges the logic of control, opening breaches for imagining other ways of teaching, learning, and inhabiting the world.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Apoema Ribeiro, Kelly Cristine
Data
17 de dezembro de 2025
Formato
Identificador
https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/11032 | 10.33871/19805071.2025.33.2.11032
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2025 Revista Científica/FAP
Fonte
Revista Científica/FAP; Vol. 33 No. 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 374-402 | Revista Científica/FAP; v. 33 n. 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 374-402 | Revista Científica/FAP; Vol. 33 Núm. 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 374-402 | Revista Científica/FAP; Vol. 33 No 2 (2025): Práticas Artísticas Contracoloniais; 374-402 | 1980-5071
Assuntos
Território | Errâncias | Intervenções urbanas | Contracolonialidade
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion