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João Antônio: um “amarrador” da voz decolonial
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Metadados
Descrição
Em 1960, João Antônio escrevia que, para ele, na sinuca, o “amarrador” é um parceiro experiente, pois sabe guardar-se. O objetivo deste artigo é, assim, discutir como o olhar poético e, ao mesmo tempo, “amarrador” do jornalista e escritor João Antônio, penetra habilmente nas veias marginais para retratar ao leitor a colonialidade enraizada na vida dos seres que habitam as periferias na escrita do autor. Jogadores de sinuca, meninos de rua, guardadores de carros, entre outros seres marginalizados assumem a fala nos contos, desfilam uma linguagem própria e nos conduzem, não só à realidade às avessas, como também à poética do singular modo de contar do escritor. Acreditamos que a voz que emana das personagens subalternas represente o pensamento decolonial, no sentido lato, por traduzir, na literatura, a resistência desses seres que se adaptam às adversidades de um sistema social que os envilece e que os leva à “necessidade” de estabelecer conluios para sobreviver. Para tanto, selecionamos, do escritor, os contos “Meninão do Caixote”, do livro de estreia Malagueta, Perus e Bacanaço (1963) e “Guardador” (1992), da obra homônima. Sobre os conceitos de Colonialidade/Decolonialidade, utilizaremos os estudos de Aníbal Quijano, Nelson Maldonado-Torres, Walter Mignolo e Luciana Ballestrin.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Maria Cantarella Silva, Claudia
Data
2 de novembro de 2024
Formato
Idioma
Editor
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Patrimônio e Memória | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
Fonte
Patrimônio e Memória; Vol. 20 No. 1 (2024): Patrimônio e Memória | Patrimônio e Memória; Vol. 20 Núm. 1 (2024): Patrimônio e Memória | Patrimônio e Memória; v. 20 n. 1 (2024): Patrimônio e Memória | 1808-1967
Assuntos
João Antonio | Colonialidade | voz decolonial | vida marginal
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion