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Literatura e Devir na Sala de Aula: “Epiphany of Knowing” em Stoner (1965), de John Williams||Literature and Becoming in the Classroom: The Epiphany of Knowing in Stoner (1965), by John Williams
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Metadados
Descrição
Este artigo propõe uma análise do processo de transformação da personagem William Stoner, protagonista do romance Stoner (1965), de John Williams, a partir do inquietante contato com a disciplina de literatura na universidade. Nascido sob as imposições do trabalho e oriundo de uma família marcada pela vida rústica do campo, Stoner enxerga na oportunidade de estudar Ciências Agrárias a ascensão que possibilitaria uma melhor condição para o futuro de sua família. Contudo, a descoberta da literatura, através do encontro decisivo com o professor Archer Sloane, reestrutura a trajetória da personagem, conduzindo-a a uma nova percepção da realidade, esta não mais marcada pelo utilitarismo que o alienava da fruição da vida. À luz da concepção freiriana de educação libertadora (1985), na qual o ato da pergunta instaura a construção conjunta do saber, e da visão de literatura como uma experiência longe de ser "inofensiva", de Antonio Candido (1988), busca-se examinar o momento da travessia no romance: a leitura do soneto 73, de Shakespeare, em sala de aula, e a interpelação de Sloane, cujos desdobramentos farão Stoner descobrir a existência de algo – espécie de chave – que pode ser alcançado para dar sentido à literatura e, por extensão, à vida.||This article proposes an analysis of the transformation process faced by the character William Stoner, the protagonist of Stoner (1965), by John Williams, based on his disturbing contact with Literature at university. Born under the impositions of work in his family's farm, Stoner sees in the opportunity of studying Agricultural Sciences a way of providing a better future for his parents. However, the discovery of Literature, through a decisive encounter with Professor Archer Sloane, restructures the character's trajectory, leading him to a new perception of reality, no longer marked by the utilitarianism that alienated him from the enjoyment of life. In light of Paulo Freire's conception of educação libertadora (1985), in which the act of asking questions establishes a community construction of knowledge, and Antonio Candido's (1988) view of Literature as an experience that is far from being "harmless", we seek to examine the moment of Stoner's transformation in the novel: the reading of Shakespeare's sonnet 73 in class, and Sloane's questioning, which will make Stoner discover the existence of something – a kind of key – that can be achieved to give meaning to Literature and, by extension, to life.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Feiteira, Letícia Costa
Data
20 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://www.revistas.usp.br/criacaoecritica/article/view/230150 | 10.11606/issn.1984-1124.i40p55-67
Idioma
Direitos autorais
Fonte
Revista Criação & Crítica; No 40 (2024): A sala de aula como laboratório: Experiências no ensino de literatura; 55-67 | Revista Criação & Crítica; n. 40 (2024): A sala de aula como laboratório: Experiências no ensino de literatura; 55-67 | Revista Criação & Crítica; No. 40 (2024): A sala de aula como laboratório: Experiências no ensino de literatura; 55-67 | Revista Criação & Crítica; Núm. 40 (2024): A sala de aula como laboratório: Experiências no ensino de literatura; 55-67 | 1984-1124
Assuntos
Stoner | John Williams | Literature | Stoner | John Williams | Literatura
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | Avaliado pelos pares