Descrição
Após deixar o conjunto Secos & Molhados, Ney Matogrosso iniciou uma carreira solo como cantor. O artigo constitui uma análise histórico-crítica de seu primeiro disco na nova fase e do show “Água do céu – Pássaro”, quando se comemoram os 50 anos de seu lançamento. Produzido e efetivado como um trabalho conceitual, perpassado pelas ressonâncias da performance art, esse trabalho de vanguarda lançado em 1975 recorreu a procedimentos artísticos que envolviam a sonoridade, a cenografia, a indumentária e a ambiência do espetáculo. Ainda ressoando inovador hoje em dia, o registro ocupa papel de destaque na discografia brasileira do século XX.||After leaving the band Secos & Molhados, Ney Matogrosso began a solo career as a singer. This article is a historical and critical analysis of his first album in this new phase and of the show “Água do Céu – Pássaro”, which marked the 50th anniversary of its release. Produced and executed as a conceptual work, permeated by the resonances of performance art, this avantgarde work released in 1975 used artistic procedures that involved the sound, scenography, costumes and ambience of the show. Still resonating as innovative today, the record occupies a prominent role in the Brazilian discography of the 20th century.