Descrição
The article analyzes the play Amazónia, created by Portuguese company mala voadora in 2018, in order to investigate the possibility of a decolonial self-criticism by European creators. Fundamental in this sense is not so much the presentation of an alternative knowledge, which is assumed to already exist ready to be absorbed, but an operation of “unlearning”, as advocated by thinkers such as Walter Mignolo. This will imply seeing in the play less a clear distinction between colonizers and colonized, whites and blacks, villains and heroes, and much more a purposeful confusion between those poles, exploring something close to the “double consciousness” discussed by W. E. B. Du Bois.||O artigo analisa a peça Amazônia, criada pela companhia portuguesa mala voadora em 2018, para investigar a possibilidade de uma autocrítica decolonial por parte de criadores europeus. Será fundamental nesse sentido menos a apresentação de um saber alternativo, que se pressupõe já existente e pronto para ser absorvido, do que uma operação de “desaprender”, tal como advogada por pensadores como Walter Mignolo. Isso implicará ver na peça menos uma distinção clara entre colonizadores e colonizados, brancos e negros, vilões e heróis, e muito mais uma confusão proposital entre os pólos, explorando algo próximo à “dupla consciência” de que falava W. E. B. Du Bois.