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O sentimento de ser||The Feeling of Being
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Metadados
Descrição
Trata-se da tradução do texto seminal de Matthew Ratcliffe The Feeling of Being (Journal of Consciousness Studies, 2005, 12 (8-10):43-60), cuja importância para áreas teóricas como a Filosofia das Emoções e a Filosofia da Psiquiatria, mas também para áreas práticas e aplicadas como a própria Psiquiatria, a Psicologia e as Ciências Médicas justifica-se a partir da apresentação e tematização inaugural da noção de sentimentos existenciais (existential feelings), aqui discutida à luz de resultados da fenomenologia, neurofisiologia e psicopatologia.
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Recentemente tem havido uma série de discussões filosóficas sobre a relação entre emoção e sentimento. No entanto, em nossa fala cotidiana, “sentimento” não se restringe ao sentimento emocional, e a ênfase corrente sobre as emoções nos conduziu a uma negligência com relação a outros tipos de sentimento. Entre eles, estão os sentimentos de acolhimento, pertencimento, separação, não-familiaridade, poder, controle, ser parte de algo, estar em harmonia com a natureza e “estar presente”. Esses sentimentos talvez não sejam “emocionais”. Não obstante, sugiro aqui que eles formam um grupo distinto; todos esses sentimentos são modos nos quais “nos encontramos no mundo”. De fato, nosso senso de que existe um mundo e de que estamos “nele” é, sugiro, constituído por sentimento. Ofereço uma análise do que são esses “sentimentos existenciais”, mostrando como eles podem ser tanto “sentimentos corporais” quanto, ao mesmo tempo, parte da estrutura da intencionalidade.
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There has been much recent philosophical discussion concerning the relation- ship between emotion and feeling. However, everyday talk of ‘feeling’ is not restricted to emotional feeling and the current emphasis on emotions has led to a neglect of other kinds of feeling. These include feelings of homeliness, belong- ing, separation, unfamiliarity, power, control, being part of something, being at one with nature and ‘being there’. Such feelings are perhaps not ‘emotional’. However, I suggest here that they do form a distinctive group; all of them are ways of ‘finding ourselves in the world’. Indeed, our sense that there is a world and that we are ‘in it’ is, I suggest, constituted by feeling. I offer an analysis of what such ‘existential feelings’ consist of, showing how they can be both ‘bodily feelings’ and, at the same time, part of the structure of intentionality.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Ratcliffe, Matthew | Vieira Lopes, Marcelo
Data
1 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://www.e-publicacoes.uerj.br/Ekstasis/article/view/81664 | 10.12957/ek.2023.81664
Idioma
Direitos autorais
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Fonte
Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia; v. 12 n. 2 (2023): Heidegger: Origens; 340 - 366 | 2316-4786
Assuntos
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion