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O som na mise en scène do documentário El árbol negro (2018) : memória, território e resistência Qom
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Metadados
Descrição
O artigo analisa o uso do som no documentário El árbol negro (2018), de Máximo Ciambella e Damián Coluccio, como elemento fundamental da mise en scène, especialmente na construção de sentidos ligados à cosmologia dos indígenas Qom. Com base nas teorias da “audiovisão” (Chion, 2011), da ecologia acústica (Schafer, 2001) e tendo como metodologia a análise interna (Aumont e Marie, 2009), investiga-se como os sons fundamentais e arquetípicos do território dialogam com as imagens para criar “metáforas audiovisuais” (Nichols, 2005). O estudo também recorre a abordagens do cinema indígena, da antropologia e da etnomusicologia para evidenciar a escuta como central no pensamento ameríndio. A análise revela que o som ambiente não apenas situa o território, mas também reflete os conflitos entre a cosmovisão Qom e o agronegócio, apoiando a narrativa do protagonista em sua jornada espiritual. Por meio da encenação das escutas seletivas dos personagens, o som transita entre os mundos físico e espiritual, reforçando o perspectivismo indígena como eixo simbólico do filme.||The documentary El árbol negro (2018), by Máximo Ciambella and Damián Coluccio, uses sound as a central tool to evoke the cosmologies and cultural resistance of the indigenous Qom peoples. The article investigates how sound acts as an extension of the mise en scène, creating layers of meaning that connect the viewer to the otherness portrayed on screen. Based on concepts by Michel Chion (2008; 2009) and Murray Schafer (2001) and using Aumont and Marie’s (2009) internal analysis as a methodology, we consider the film as an audiovisual text that articulates image, sound and structure to create meanings and propose interpretations, also dialoguing with studies of indigenous cinema. The study’s results reveal the role of ambient sound in the construction of an immersive and sensorial mise en scène, which interweaves environmental and mystical sounds with the noises of invading machines and, through “audiovisual effects” (Chion, 2009), reflects the tensions between the Qom worldview and agribusiness, with its devastating action. The sound design reinforces the indigenous people’s deep connection with the territory, while symbolizing the struggle against oppressive modernity.
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Salama Martins, Raquel | Serafim, José Francisco
Data
1 de julho de 2025
Formato
Identificador
https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/10102 | 10.33871/19805071.2025.32.1.10102
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2025 Revista Científica/FAP
Fonte
Revista Científica/FAP; Vol. 32 No. 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 418-444 | Revista Científica/FAP; v. 32 n. 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 418-444 | Revista Científica/FAP; Vol. 32 Núm. 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 418-444 | Revista Científica/FAP; Vol. 32 No 1 (2025): Direção de fotografia em audiovisualidades latino-americanas; 418-444 | 1980-5071
Assuntos
som | mise en scène | documentário indígena | desenho sonoro | documentary | amerindian cinema | staging | sound design
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion