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Oscar Wilde’s Philosophy of Fashion and the estheticism||A “Filosofia das Roupas” de Oscar Wilde e o esteticismo
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Metadados
Descrição
In 1885, the Irish writer Oscar Wilde (1854-1900) published the article Philosphy of Dress in the New York Tribune. A translation of the article is hitherto unpublished in Portuguese will be presented below. The aim of this essay is to familiarise readers with the context of the original text production. In this commentary on Philosophy of Dress, I argue that it can be understood as Wilde’s manifesto on the reform of women’s dress. The propositions presented in Philosophy of Dress are in line with his aestheticist ideas, which understand life as an art form - which would happen, among other things, by opposing the consumption of ordinary products resulting from industrial capitalism. I would also point out that, while the defence of artifice as a form of beauty was one of the premises of her aestheticist thinking, as far as women’s clothing is concerned, he argues, based on the compilation of ideas propagated by doctors and designers, that beauty lies in the ‘naturalness’ of the garment. I also analyse, the fact that the anti-fashion advocated by Wilde is not confined to the field of ideas and texts, but becomes material when began to marketed in the artistic clothing section of the London department stores’ Liberty in 1884. Finally, I discuss how such costumes appear in William Powell Frith’s 1883 painting Private view at the Royal Academy, 1881, an artistic representations of modern life in London society.||Em 1885, o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) publicou o artigo Philosphy of Dress no New York Tribune. Uma tradução do artigo, até então inédito em português será apresentada a seguir. O objetivo deste ensaio é analisar como Filosofia das roupas poder ser entendido como o manifesto de Wilde sobre a reforma do vestuário feminino. As proposições apresentadas no texto estão em consonância com suas ideias esteticistas, que entendem a vida como uma forma de arte – o que se daria, entre outras coisas, pela oposição ao consumo de produtos comuns resultantes do capitalismo industrial. Destaco ainda que, enquanto a defesa do artifício como forma de beleza era uma das premissas de seu pensamento esteticista, no que diz respeito ao vestuário feminino, ele argumenta, com base na compilação de ideias propagadas por médicos e estilistas, que a beleza está na “naturalidade” da peça. Também analiso o fato de que a antimoda defendida por Wilde não se limita ao campo das ideias e dos textos, mas se torna material quando começa a ser comercializada na seção de roupas artísticas das lojas de departamento Liberty de Londres em 1884. Por fim, discuto como esses trajes aparecem na pintura Private view at the Royal Academy, 1881, de William Powell Frith, de 1883, uma representação artística da vida moderna na sociedade londrina.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Bonadio, Maria Claudia
Data
2 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/view/1898 | 10.26563/dobras.i42.1898
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Maria Claudia Bonadio | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
Fonte
dObra[s] – revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda; n. 42 (2024); 541-554 | 2358-0003 | 1982-0313
Assuntos
Oscar Wilde | Filosofia das Roupas | Esteticismo | vestuário feminismo | reforma do vestuário | Oscar Wilde | Philosophy of Dress | Aestheticism | women’s dress | dress reform
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion