Descrição
Este artigo propõe uma reflexão poética-crítica-analítica a partir de um estudo sobre a arte renascentista e suas implicações na educação contemporânea, levando em consideração os ideais estéticos e pedagógicos, averiguando em que medida os ideais renascentistas-humanistas dos séculos XIV, XV e XVI motivam e inspiram práticas pedagógicas mais estéticas, sensíveis e emancipadoras no cotidiano escolar. Pautados na metodologia qualitativa, de base hermenêutica e narrativa, fundamentados pelas leituras filosóficas, sensibilizados por grandes pensadores como, Nicolau Sevcenko, Giorgio Agamben, entre outros, propõe-se uma análise das obras de Leonardo da Vinci, Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, Giotto di Bondone e Rafael Sanzio, ícones do ideal do Homo universalis, com o objetivo de investigar de que modo a escola do século XXI pode ressignificar o projeto formativo renascentista, articulando dimensões técnicas, criativas e humanistas. Conclui-se que a forte influência da arte renascentista reverbera na história da cultura, recupera os ecos do Renascimento sinalizando princípios para uma pedagogia da sensibilidade, da presença e da esperança.