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Seamstresses and fashion merchants: disputes over the right to dress women in 18th century Paris||Costureiras e comerciantes de modas: disputas pelo direito de vestir mulheres na Paris do século XVIII: disputas pelo direito de vestir mulheres na Paris do século XVIII
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Metadados
Descrição
This paper analyzes the disputes, in 18th century Paris, about the production work of women’s clothing and its underlying meanings; specifically, the disputes about who should produce the clothes considered appropriate for women. Thus, we examine the consolidation of justification discourses about sewing and the creation of fashion trends as jobs appropriate for women and which should be preferably done by them. For this, we focus on the dispute between male and female workers for the right to dress women. This is more evident in the case of master seamstresses (maîtresses couturières) and fashion mer- chants (marchandes de modes). In a certain way, the defense of the so-called “needle works” as a female domain meant an ambiguous rearrangement of understanding of sex and the definitions of gender roles. In conclusion, the rhetoric mobilized to defend women’s work changed from an axis of moral discourse, based on its social function and on the protection of the modesty of female consumers, to one based on the definition of work suitable or un- suitable for each sex. Finally, if on one hand there was an expansion of the legitimate work of women, with the recognition in the form of corporations of seamstresses and fashion merchants, on the other hand this expansion was based on the restriction of gender roles that women could play in this sector. Thus, a distinction was made in the affairs of fashion between works considered suitable for women and works suitable for men.||O presente artigo analisa as disputas, na Paris do século XVIII, sobre o trabalho de produção das vestimentas das mulheres e seus significados subjacentes; de maneira mais específica, as querelas sobre quem deveria produzir as roupas consideradas para mulheres. Examinamos, dessa forma, a consolidação de discursos de justificação da cos- tura e da criação de tendências como trabalhos mais adequados para as mulheres e que deveriam ser desempenhados preferencialmente por elas. Para isso, nos debruçamos so- bre os conflitos entre trabalhadores e trabalhadoras pelo direito de vestir mulheres, mais evidentes nos casos das mestras costureiras (maîtresses couturières) e das comerciantes de modas (marchandes de modes). De certa forma, a defesa dos chamados “trabalhos de agulha” como domínio das mulheres significou um rearranjo ambíguo dos entendimentos de sexo e das definições de papéis de gênero. Concluímos que a retórica mobilizada para se defender o trabalho das mulheres mudou de um eixo de discurso moral, baseado em sua função social e na proteção da modéstia das consumidoras, para um eixo pautado na definição de trabalhos adequados ou não à cada sexo. Por fim, se por um lado ocorreu uma ampliação do trabalho legítimo das mulheres, com o reconhecimento na forma de cor- porações de costureiras e mercadoras de modas, por outro essa ampliação baseou-se na restrição dos papéis de gênero que as mulheres poderiam desempenhar nesse setor. Com isso uma distinção foi estabelecida nos afazeres da moda entre trabalhos considerados adequados para mulheres e trabalhos adequados para homens.
Periódico
Colaboradores
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Abrangência
DADO AUSENTE NO PROVEDOR
Autor
Goebel, Felipe
Data
2 de dezembro de 2024
Formato
Identificador
https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/view/1768 | 10.26563/dobras.i42.1768
Idioma
Direitos autorais
Copyright (c) 2024 Felipe Goebel | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
Fonte
dObra[s] – revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda; n. 42 (2024); 324-351 | 2358-0003 | 1982-0313
Assuntos
Campo da moda | França | Século XVIII | Mulheres | Relações de gênero | Fashion field | France | 18th century | Women | Gender relations
Tipo
info:eu-repo/semantics/article | info:eu-repo/semantics/publishedVersion