Descrição
Interessa aqui a discussão acerca de como as espacialidades e visualidades da cena podem ser expandidas pela palavra da audiodescrição, recurso de acessibilidade cultural que propicia a fruição pelo público com deficiência visual, em um processo tradutório intersemiótico, no qual transcria-se a poética da cena do visível para o audível. Aprofunda-se, dessa maneira, a partir de referenciais teóricos e filosóficos, a análise acerca da formação mental das imagens pelas pessoas usuárias do recurso, bem como das reverberações instauradas que podem, a partir dessa dilatação do olhar, deflagrar instâncias poéticas na experiência sensorial estética desses espectadores, conduzindo à reflexão sobre a própria ampliação e engendramento das possibilidades das artes da cena em campo expandido, considerando a perspectiva da acessibilidade enquanto criação poética.