Descrição
In this article, we propose to analyze the performance Museu das Invasões, by the Brazilian artist and anthropologist Emiliano Dantas, from our bodily and memorial experience at the students’ club Tivoli in Zwickau in September 2023, where it took place. After contextualizing Museu das Invasões within the framework of contra/de/colonial performance in general and Dantas’s work in particular, we will examine the metaphorical and literal application of ‘textility’ (Ingold, 2010) in the performance. We argue that Dantas constructs a forward-looking, deconstructive and anti-utopian intervention in the Portuguese memory of the misnamed “discovery” of America, which emerged from Renaissance utopianism and whose legacy endures as a colonial inheritance and wound.||Neste artigo, propomo-nos a efetuar uma análise da performance Museu das Invasões, do artista e antropólogo brasileiro Emiliano Dantas, a partir da nossa experiência corporal e memorial no clube de estudantes Tivoli, em Zwickau, onde teve lugar em setembro de 2023. Após uma contextualização do Museu das Invasões no marco da performance contra/de/colonial em geral e na obra de Dantas em particular, examinaremos a aplicação metafórica e literal da ‘textilidade’ (Ingold, 2010) na performance como intervenção de futuro, desconstrutiva e anti-utópica na memória portuguesa do mal chamado “descobrimento”, que emergiu do utopismo renascentista e cujo legado perdura como herança e ferida colonial.