Descrição
This paper discusses a particular strategy of horror literature to conceive its monstruous characters: the horrific metonymy (CARROLL, 1999). After surveying possible representational shapes of the fictional monstrous, we decided to utilize this specific mode of the horrific metonymy, the most appropriate for our case, to critically analyze a short story by author João da Cruz e Sousa, well-known for being one of the arcanes of brazilian simbolism, about a cruel slave owner and the many horrors he sponsored. Without significantly diverging from a consolidated understanding of the “monster” classical category, our aim is to exemplify one of the ways of featuring the monstruous in brazilian literature, in which it has always to be furtively expressed in order to avoid the yoke of a critical and historiographical tradition that knowningly valorizes realistic and “documentary” criterions.||O presente trabalho discute uma estratégia particular da literatura de horror para criar seus personagens monstruosos: a metonímia horrífica (CARROLL, 1999). Recapitulando modos possíveis de figuração monstruosa na ficção, decidimos pela aplicação desta forma específica, a mais apropriada ao caso em questão, à leitura crítica de um conto do autor catarinense João da Cruz e Souza, mais conhecido por ser um dos arcanos da escola simbolista brasileira, sobre um cruel escravista e os horrores de que é patrocinador. Sem divergirmos tanto em relação ao entendimento firmado sobre a categoria clássica do “monstro”, nosso objetivo é exemplificar uma das maneiras de presentificação da monstruosidade em nossa literatura, sempre colocada de maneira muito furtiva para escapar do jugo de uma tradição sabidamente valorizada, ao menos crítica e historiograficamente, por critérios realistas ou “documentais”.