Descrição
Adotando uma forma ensaística, proponho a leitura da trilogia O espelho quebrado, de Marques Rebelo, em diálogo com algumas ideias presentes nos ensaios de Otto Maria Carpeaux. A partir das observações de Carpeaux sobre a busca de um equilíbrio inerente ao romance brasileiro entre as noções de veritas e realitas, alicerçado numa semi-historicidade inata, pretendo demonstrar como o romance de Rebelo realiza exemplarmente essa triangulação em sua “forma adversa”.||Adotando uma forma aderente ao ensaio, proponho aqui uma leitura da trilogia O espelho partido, de Marques Rebelo, em diálogo com ideias presentes na ensaística de Otto Maria Carpeaux. Partindo das observações do crítico sobre a busca por um equilíbrio de base no romance nacional entre as noções de veritas e realitas, ancoradas em uma semi-historicidade constitutiva, procuro mostrar como o romance de Rebelo concretiza exemplarmente esta triangulação em sua “forma adversa”.